É incrível como temos a mania de lançar nas mãos alheias a resolução de nossas vidas. Diante de alguns momentos de introspecção e reflexão (ultimamente isto me tem acontecido de forma tão corriqueira que, em poucas horas, abstraio lições sobre vários fatos) - inclusive hoje foi um desses momentos - venho com blocos de informações emocionais, as quais necessitam ser registradas externamente .
A reflexão, desta feita,
foi sobre como estamos tratando os Canais da Luz, aqueles que trazem as
informações do mundo extrafísico para nós, no intuito de iluminar um pouco as
nossas consciências, nos trazendo até mesmo esperança diante do caos que ora
esteja instaurado nas vidas de cada um. Esquecemos que esses canais também são
humanos como nós, aliás, são humanos levando tarefas, muitas vezes, sobre-humanas.
A regra do auxílio é uma das máximas desses mostradores de caminhos. E levando em conta o termo ‘ MOSTRADORES DE
CAMINHO’ podemos concluir que eles mostram caminhos (o que já é uma missão
gloriosa) e não a tábua de salvação, como insistimos que sejam, pois que eles também são humanos com
necessidades humanas, com vidas que requerem atenção e cuidado. Atenção que
todos nós queremos, mas não damos conta que eles também tem necessidades, tem
suas inseguranças, seus dilemas íntimos. Eu estava com uma mania absurda ( até
poucas horas atrás) de atirar muitos problemas - meus e de amigos - nas costas do
PENN, como se ele fosse feito pra aliviar a dor do mundo inteiro. Como se eu
quisesse convertê-lo de ‘ponte de assistência ’ para ‘poste de sacrifício’. Eu
me senti envergonhada com isto, pois me colocando no lugar dele vi que eu
estava sacramentando no PENN o meu gênio
da lâmpada. Será que a gente já parou para refletir que se ao menos fôssemos
mais responsáveis com as nossas vidas muitos problemas estariam de todo
resolvidos? Temos a misericórdia da assistência da espiritualidade , mas somos
tão mal acostumados a jogar a nossa dor
para o outro resolver que nos tornamos vampiros daqueles que seguram a
lamparina, mas também precisam desta mesma luz para suas vidas. Sugamos o seu
sangue, a sua energia, e de quebra temos a cara de pau ( eu digo isto mediante reflexão a que fui induzida ) de ainda achar
que fizeram pouco ou não fizeram nada e exigimos uma solução imediata para
nossas problemáticas existenciais, e tentamos apagar a Luz que foi acesa, muitas
vezes, por meio de dores terríveis. Antes de tudo, temos que ter a consciência
que devemos lutar para resolver o que naturalmente ocorre em nossas vidas:
problemas. Temos a mania de sair nos sujando ( mente / matéria/ espírito) e
queremos encontrar a purificação completa e imediata nas Fontes de
Auxílio. O Auxílio , principalmente
advindo das faixas vibracionais do Amor, as quais [ faixas vibracionais] estão
além da matéria , é inesgotável; no entanto , temos que fazer a nossa parte
para que este auxílio também nos alcance. Além de pedirmos assistência nós devemos
igualmente ser assistência, ser a mão que apoia e compreende, que sente o outro
merecedor de todas as benesses que uma vida digna possa ofertar. Olhamos, às vezes, com desconfiança a boa vontade dos Mostradores de caminhos, olhamos de
soslaio dos pés à cabeça, como se eles tivessem que ser, infalivelmente, a Fonte
Imorredoura de Fé e Abnegação. Somos ingratos, somos mesquinhos, somos
tiranos e injustos ,muitas vezes, com estes Mostradores de Caminhos. Massacramos os Canais da Luz. Acredito que
no momento que reconhecermos a necessidade de também trazer Luz à Terra , de
não jogarmos a responsabilidade nas costas desses que, possivelmente, já
estejam com muitas tarefas complexas a cumprir, poderemos ver diluir tudo aquilo que se nos
afigura problema, dor e sofrimento. Sejamos antes de tudo a resolução e não o problema. A regra do auxílio é uma das bases dos mostradores de caminho. No
entanto, esta mesma base também deveria ser
de cada um de nós, mesmo que em percentuais mínimos, ou em doses
homeopáticas.
(Selma Regina, Aracaju-
Sergipe – 02/07/16 - 20:38)